Existe um momento curioso em quase todas as culturas. O expediente termina, mas o dia ainda não acabou. É cedo demais para ir para casa e tarde demais para continuar trabalhando. Esse intervalo ganhou diferentes nomes ao redor do mundo, mas sempre cumpriu a mesma função: celebrar a transição entre o trabalho e o tempo livre.

A expressão happy hour surgiu nos Estados Unidos, no início do século XX. Há registros de seu uso na Marinha norte-americana para designar momentos de lazer entre as atividades de bordo. Décadas depois, bares e restaurantes passaram a adotá-la para identificar o período do fim da tarde em que bebidas e petiscos eram oferecidos em condições especiais. Nascia ali um hábito que rapidamente conquistaria o mundo.

Cada cultura encontrou sua própria maneira de celebrar essa passagem. Os ingleses fizeram dos pubs uma segunda sala de estar. Os italianos transformaram o aperitivo em um convite para desacelerar. Os espanhóis descobriram que pequenas porções compartilhadas rendem grandes conversas. E os japoneses reservaram aos izakayas a missão de estender o dia um pouco mais, entre saquê, cerveja e pratos feitos para dividir.

Mudam os idiomas, os copos e os cardápios. O ritual permanece. Em qualquer parte do mundo, esse é o momento de deixar as obrigações para trás e brindar ao que realmente importa: os encontros, as boas conversas e o prazer de compartilhar a mesa.

No Shopping Recife, cada restaurante interpreta esse ritual à sua maneira. Há quem aposte nos petiscos clássicos, quem transforme o encontro em um jantar completo e quem faça dos drinques o ponto alto da experiência. O importante é que sempre exista um bom motivo para brindar.

Confira alguns destaques dos nossos restaurantes:

 

CHIWAKE

Abrir o happy hour com um belo drinque – alcoólico ou não – é o primeiro passo desse ritual de descontração. O Negroni (R$ 32) combina personalidade e história. Criado em Florença, no início do século XX, teria surgido quando o conde Camillo Negroni pediu que seu coquetel habitual fosse reforçado com gim no lugar da água com gás. Com gim, Campari e vermute tinto em partes iguais, tornou-se um ícone da coquetelaria: amargo, aromático e levemente adocicado. Um excelente pretexto para dar início à conversa.

Para acompanhá-lo, a sugestão é o hambúrguer de atum com gengibre em conserva, creme de wasabi, salada e molho asiático, servido com chips crocantes (R$ 36). Quem prefere uma opção mais leve pode escolher o vinagrete de polvo com pão artesanal (R$ 32), uma combinação que abre espaço para querer mais.

Horário: Diariamente, das 16h às 19h.

 


TERRA

O Moxotó (R$ 13) é um mocktail (coquetel sem álcool) criado pelo premiado mixologista Lucas Santos. Embora pareçam uma tendência recente, os mocktails vêm conquistando espaço nos melhores bares do mundo, mostrando que criatividade e complexidade de sabores independem do álcool. Neste, a combinação de água de coco natural e capim-limão resulta em uma bebida refrescante, que limpa o palato e prepara a próxima mordida.

Para acompanhar, a sugestão é um petisco brasileiríssimo que o chef Pedro Godoy turbinou com criatividade: a coxinha de carne de panela com um toque de pimenta (R$ 16). Outra excelente pedida é o hamburguinho de siri, com coentro e aioli de dendê, servido no pão de leite chapeado (R$ 20).

Horário: Diariamente, das 16h às 19h.

 


TOSCANA

Instagramável, adocicado e saboroso, o Moscow Mule (R$ 22) é um drinque que conquista cada vez mais apreciadores ao equilibrar vodca, xarope de gengibre, suco de limão e espuma cítrica. Curiosamente, apesar do nome, ele nasceu nos Estados Unidos, na década de 1940, e ganhou fama servido em sua tradicional caneca de cobre — hoje uma de suas principais marcas.

Uma boa companhia para esse clássico são outros sucessos do cardápio: a bruschetta com tomate fresco, muçarela de búfala e manjericão (R$ 29) e o pão italiano recheado com filé mignon ao creme de queijo Prima Donna (R$ 59).

Horário: Diariamente, das 17h às 20h.

 


ZIO

A cozinha mediterrânea é um modo de celebrar a mesa. Ingredientes frescos, azeite de oliva, ervas aromáticas, frutos do mar e vinho formam a base de uma tradição que atravessa países banhados pelo Mar Mediterrâneo, tendo a Itália como uma de suas maiores expressões.

Nesse italiano do Parque Gourmet, uma taça de vinho branco (R$ 18) é a companhia natural para uma porção de ostras frescas (R$ 7 a unidade) ou para a frigideira de polvo, lula e bacon, preparada com molho à base de vinho branco e limão. Mar e terra em perfeita harmonia.

Horário: Diariamente, das 16h às 19h.

 


CAMARADA CAMARÃO

O happy hour nasceu nos Estados Unidos, mas foi o chope que ajudou a transformar esse ritual em tradição no Brasil. Servido sempre fresco e sem pasteurização, ele preserva aromas e sabores que fazem da bebida uma companhia quase natural para o fim do expediente.

Que o chope do Camarada Camarão (R$ 7,95) já se tornou lendário é algo que não costuma gerar debate nas conversas de happy hour. Geladíssimo, servido em uma caneca saída diretamente do freezer, ele preserva por mais tempo a temperatura ideal e a cremosidade da espuma — dois detalhes que fazem diferença na experiência.

Todos sabem, também, que o crustáceo que dá nome e fama ao restaurante é seu melhor companheiro. Por isso, a sugestão da "hora camarada" vai para a panelinha de camarões (R$ 79) ou para o espeto de camarões grelhados (R$ 37).

Horário: Diariamente, das 17h às 20h.

 


COCO BAMBU

A Caipi Coco (R$ 13,10) já entrega o clima da casa: descontração com um toque litorâneo. Inspiradas na caipirinha — considerada o coquetel brasileiro mais conhecido no mundo —, as “caipis” ganharam inúmeras versões ao substituir a cachaça por outras bases alcoólicas. No Coco Bambu, a receita ganha personalidade ao ser servida em uma taça artesanal feita do próprio fruto, unindo sabor, frescor e uma apresentação que remete ao clima praiano.

O Camarão Jangadeiro (R$ 61,90) complementa a proposta: camarões empanados acompanhados de um molho perfeito para "chuchar". Já a casquinha de caranguejo (R$ 50,90) nada tem de tímida, apesar do diminutivo. Bem servida, reúne a carne do crustáceo, molho de ervas e farofinha em uma combinação que faz jus ao nome da casa.

Horário: Diariamente, das 17h às 20h.

 


VASTO

Uma jarra de Clericot (R$ 114) impressiona antes mesmo do primeiro gole. Colorido por frutas frescas e servido bem gelado, o drinque nasceu na França e ganhou enorme popularidade nos países vizinhos, especialmente no Uruguai e na Argentina, onde costuma acompanhar almoços demorados e encontros entre amigos. Embora não faça parte do happy hour, é uma excelente pedida para compartilhar — afinal, poucas bebidas traduzem tão bem o espírito da mesa coletiva.

A Maminha Angus (R$ 69,90), servida com farofa, chimichurri e vinagrete, segue a mesma lógica. No Brasil, reunir amigos em torno de uma boa carne é quase um ritual de convivência.

Horário: Segunda a quarta, 18h às 20h; quinta a domingo, 17h às 20h.