O confronto entre Brasil e Escócia, no dia 24 de junho, tem clima de decisão para a torcida brasileira, já que uma vitória coloca o Brasil na liderança do Grupo C. Além da tradição de enfrentar uma seleção europeia competitiva e de forte marca histórica no futebol, a partida representa a oportunidade de a Canarinha avançar à fase eliminatória em posição privilegiada.

 É o tipo de jogo que mobiliza os torcedores, mistura expectativa e emoção, reforçando o ritual coletivo de reunir amigos e familiares para acompanhar cada lance na esperança de ver a Seleção dar mais um passo rumo ao sonho do hexacampeonato.

 A Torcida Shopping Recife já tem no Parque Gourmet o seu ponto de encontro oficial. Como aconteceu na transmissão das disputas anteriores — contra o Marrocos e o Haiti — o ambiente externo se veste de verde e amarelo para recepcionar os fãs da Canarinha como deve ser: animação não falta.

 A partir das 16h já vai ter música — ao vivo e com DJ —, preparando o coração para a emoção que certamente se seguirá. Um telão 360 graus permite acompanhar lance por lance.

 Comida de alta qualidade não vai faltar. Afinal, oito dos melhores restaurantes do Recife integram este complexo de gastronomia e lazer, sem falar no espaço Novo Quintal, que recebe as crianças com brinquedos especialmente desenvolvidos para estimular corpo e mente.

DNA NORDESTINO E CORAÇÃO VERDE-AMARELO

 

A infraestrutura e o conceito do Parque Gourmet refletem uma nova maneira de viver o Shopping Recife. Falam das transformações no perfil do consumidor, dos valores compartilhados por uma coletividade e da relevância histórica que a gastronomia conquistou junto ao empreendimento e ao seu público.

 Os fãs do futebol brasileiro, que têm comparecido à transmissão dos jogos, são a maior prova de que o propósito do espaço foi alcançado. Construído como uma praça ao ar livre, lojas com varandas voltadas para o exterior e outras com suas fachadas para os corredores internos, o PG estimula a interação. Interior e exterior em diálogo.

 Sua lateral em formato de arquibancada reforça essa vocação de encontro e convivência, aproximando o espaço do conceito clássico de ágora — o coração das cidades gregas, onde a vida pública acontecia. Ali, as pessoas não apenas assistem aos jogos, mas compartilham emoções, opiniões e experiências. Durante a Copa, o Parque Gourmet assume plenamente sua vocação de ágora contemporânea, onde a paixão pelo futebol cria uma linguagem comum capaz de reunir diferentes gerações em torno da mesma celebração.

 Entre a vegetação abundante e a luz natural, o Parque Gourmet dialoga com o precioso acervo do Parque das Esculturas e com o movimento amistoso do ParCão. Nessa configuração sustentável convivem oito restaurantes e um espaço infantil.

 A escolha dos ocupantes do Parque Gourmet privilegiou marcas locais de reconhecida trajetória gastronômica, acompanhadas por uma legião de clientes que se tornaram também seus fãs.

 

SAIBA QUEM É QUEM NO PARQUE GOURMET. SÓ TEM CRAQUE

 

BRÛLÉE

 

Quando o Brûlée passou a integrar o Parque Gourmet do Shopping Recife, inaugurou também uma nova etapa de sua trajetória. Já consolidada como café e pâtisserie na Zona Norte da cidade, a marca encontrou no novo endereço a oportunidade de expandir um repertório que jamais se limitou à confeitaria. A incorporação da palavra “bistrô” ao nome não representou apenas uma mudança de identidade visual, mas a evolução natural de uma proposta gastronômica construída sobre técnica, criatividade e atenção aos detalhes.

 A confeitaria francesa permanece como a principal referência. Entremets de acabamento delicado, croissants que transitam entre o clássico e o inesperado e uma vitrine capaz de despertar desejos imediatos ajudam a explicar a conexão criada com o público ao longo dos anos. No Brûlée, entretanto, a técnica nunca existiu como fim em si mesma. Ela funciona como ferramenta para a criação de experiências que conciliam tradição e contemporaneidade, rigor e afeto.

 A chegada ao Parque Gourmet permitiu que essa filosofia alcançasse novos territórios. O cardápio passou a incorporar pratos inspirados na culinária francesa clássica, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. Crepes doces e salgados, preparações que equilibram referências europeias e ingredientes brasileiros e receitas que transitam entre o conforto e a sofisticação passaram a dividir espaço com os doces que consagraram a marca. A França continua presente, mas agora em diálogo permanente com Pernambuco e com os sabores que compõem a identidade gastronômica local.

 Essa expansão não significou abandono das origens. Pelo contrário. O Brûlée segue fiel ao cuidado artesanal que o tornou conhecido, agora aplicado também aos pratos servidos no almoço e no jantar. O resultado é uma operação capaz de acompanhar diferentes momentos da rotina dos clientes, da primeira xícara de café do dia ao encontro à mesa no fim da noite.

 No Parque Gourmet, o Brûlée reafirma sua vocação de acolher. Mais do que um café, uma pâtisserie ou um bistrô, tornou-se um espaço onde técnica e memória caminham lado a lado, lembrando que algumas das melhores experiências gastronômicas nascem justamente do encontro entre tradição e reinvenção.

CHIWAKE

 

A inspiração do primeiro representante da culinária peruana no Recife veio da condição de Biba Fernandes como fã da chef Simone Bert que, ao lado do marido José Luís, um peruano radicado em Maceió, Alagoas, criou o Wanchako.  O pernambucano conseguiu uma vaga como trainee na empresa dos Bert e não sossegou enquanto não tivesse aprendido tudo sobre aquela especialidade.

 O objetivo era claro. Simone Bert decidiu ajudar o pupilo, permitindo que ele se transferisse para a cozinha do restaurante. Ali, Biba começou pela limpeza e, ao longo de sete meses, percorreu todas as etapas até chegar ao preparo dos pratos.

 No Chiwake, inaugurado em 2007, na Zona Norte do Recife, Biba não fez uma “cópia” do Wanchako. Ele imprimiu sua personalidade aos pratos criados, resultando em receitas que traziam não apenas os ingredientes tipicamente andinos – como o ají, o leche de tigre –, mas que uniam sua herança brasileira, como filho do Nordeste.

As adaptações floresceram naturalmente, afinal, as riquezas regionais são muitas: o queijo coalho e o feijão verde, o inhame e a macaxeira fizeram estreias aplaudidas em suas criações. Os ceviches e tiraditos são o mais fiel possível à tradição peruana, com a marinada do leche de tigre, resultante dos sucos do peixe em contato com o limão e temperos, sendo uma perfeição de equilíbrio e provocação ao paladar.

 Com o Chiwake Biba Fernandes realizou a façanha de familiarizar o público pernambucano com as especialidades do nosso vizinho sul-americano. Tradicionalmente, o público recifense não acolhe de maneira duradoura culinárias estrangeiras que se distanciam muito da tríade Portugal, Itália e França. As cozinhas japonesa e chinesa, felizmente para nós, são exceções notáveis a essa tendência.

 Para o Parque Gourmet, onde está localizado numa loja de 240 m², Biba Fernandes traz esse somatório de vivências aprimoradas pelos anos e pelas marcas que criou. O frescor dos ingredientes, aliado à veia criativa e a disposição para o novo, faz do Chiwake uma das casas que melhor traduzem o espírito do Parque Gourmet: respeito às origens, identidade regional e abertura permanente para o novo.

 

BOTECO CIA. DO CHOPP

 

Há mais de quatro décadas, o Cia. do Chopp constrói uma história de fidelidade ao fogo e à boa mesa. O restaurante chegou ao Parque Gourmet, na versão “Boteco”, trazendo a experiência acumulada por uma marca que conquistou clientes sem renunciar àquilo que a tornou conhecida: carnes preparadas na brasa com rigor quase artesanal.

O Cia. do Chopp surgiu em 1984, quando Tony Sousa apostou as fichas na confecção e venda de sanduíches clássicos e hambúrgueres artesanais, criando a Cia. dos Sanduíches. No final dessa mesma década, ele resolveu alterar a rota: em vez dos sanduíches, venderia carnes saídas do braseiro. Acertar a conformação que garantisse o fogo perfeito virou uma obsessão para esse empresário hiperfocado. A churrasqueira está lá, há 40 anos, como um tótem imexível.

 Para assar as carnes na brasa, ele buscava um fogo capaz de produzir a crosta dourada e saborosa da reação de Maillard sem sacrificar a suculência do interior. O Cia. do Chopp vem preparando picanhas, maminhas, costelinhas e linguiças há gerações. Mas seu cardápio é tão vasto quanto a persistência do seu mentor. E é essa competência que ele trouxe ao Parque Gourmet.

 O cardápio do Boteco Cia. do Chopp ostenta, ainda, iguarias portuguesas. Descendente direto de lusitanos, Tony traz anotados, em cadernos e no coração, algumas dessas receitas que vêm cruzando gerações em sua família. Compartilhá-las com um público maior sempre foi sua vontade, na crença de que laços se fortalecem à mesa.

  O perfeccionismo que marca a trajetória de Tony Sousa ajudou a moldar a identidade do Cia. do Chopp. Ao longo dos anos, o restaurante consolidou uma clientela fiel graças à combinação entre constância, qualidade e atenção aos detalhes. Em um mercado sujeito a modismos, manteve-se fiel à sua essência, transformando a experiência da brasa em sua principal assinatura.

 No Parque Gourmet, o Cia. do Chopp ocupa uma loja de 200 m². O público encontrará ali aquilo que transformou a casa em referência ao longo de décadas: carnes preparadas na brasa com precisão, chope tirado à perfeição e um ambiente pensado para prolongar o prazer da mesa.

FAZENDA CHURRASCADA

 

A Fazenda Churrascada, operação que ocupa impressionantes 2,4 mil m², no rooftop do Parque Gourmet, está intimamente ligada ao apreço que os brasileiros têm por essa especialidade. Mais do que uma forma de preparo, o churrasco é um acontecimento social, uma fórmula para comemorar de batizados a casamentos; de aniversários a confraternizações da firma. O churrasco não pertence apenas à seara da gastronomia, ele é destinado tanto aos “meat lovers” (apreciadores da carne) quanto ao “meet lovers” (apreciadores de encontros). Para um bom churrasco o principal ingrediente é estar cercado por quem se quer bem.

 O que hoje é um restaurante começou como um evento. Em 2015, a agência Haute, em parceria com Rogério Betti e Gustavo Bottino, especialistas no preparo de carnes, decidiram replicar no bairro da Mooca, Zona Leste de São Paulo, aquilo que haviam testemunhado no Meatopia, considerado o maior festival de barbecue do mundo, realizado inicialmente em Nova York e, posteriormente, em Londres. A primeira versão, programada para 300 pessoas, vendeu 1.300 ingressos em apenas duas horas, comprovando que esses empreendedores haviam esbarrado num filão ainda a ser explorado no Brasil.

 Realizado uma vez por ano, o Festival Churrascada convida chefs renomados para que operem seus espetos, parrilhas ou pit smokers, entregando ao público suas obras-primas em forma de carnes de fornecedores e cortes diversos – aves, bovinos, suínos e caprinos. O programa costuma se estender por horas, como demanda um bom churrasco. Para além do ritual culinário já praticado pelos brasileiros, o Festival Churrascada inovou ao apresentar técnicas até então desconhecidas e opções que não eram usualmente consumidas, como o brisket (peito bovino), ideal para ser defumado por meio do pit smoker (calor indireto), e o Denver steak (miolo do acém).

 A sazonalidade do evento deixava uma lacuna. E lacunas costumam gerar saudades. Apareceram, então, as cobranças para que fosse possível desfrutar de mais churrascadas, resultando no restaurante Fazenda Churrascada, em 2020. O ponto escolhido para a concretização desse projeto foi a histórica Casa da Fazenda do Morumbi, um local que parecia ter saído diretamente de um filme de época: amplo, arborizado e silencioso, no coração da capital paulista. As mesas comunais ou individuais, o serviço expresso e atencioso, o aroma das carnes assando na brasa e a área ao ar livre em contato com a natureza fizeram da Fazenda Churrascada um sucesso imediato.

 Em 2024, a marca Churrascada (a Fazenda e o Festival) foi adquirida pelo Heat Group, holding de food service comandada por Gabriel Carvalho e Gustavo Reichmann, que tem investido na ampliação do número de operações. A unidade da Fazenda Churrascada no Parque Gourmet, a primeira do Nordeste, se junta às outras cinco: além da matriz em São Paulo, Campinas, Curitiba, Brasília e Campo Grande.

 Além de entregar um preparo impecável da proteína, a Fazenda Churrascada preza pela longa permanência dos clientes num espaço que é associado mais a um parque de entretenimento do que propriamente a uma churrascaria ou steak house convencional. Não se trata de chegar, comer e sair. Tem mais a ver com tempo de qualidade desfrutado entre família e amigos.

 No Parque Gourmet, esse modelo é replicado num conjunto com palco, área kids, açougue, loja, parrilha, salão principal e uma varanda com vista para a área preservada do manguezal, com direito a magnífico pôr-do-sol.

 Mais do que uma operação gastronômica, a Fazenda Churrascada amplia a vocação do Parque Gourmet como lugar de permanência, encontro e celebração — atributos que sempre estiveram no centro da cultura brasileira do churrasco.

NOVO QUINTAL

 

Em 2017, numa casa no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, Maria Fernanda e Eduardo Gaudêncio abriram o espaço Novo Quintal. Como pais de Maria Luiza, então com dois anos, percebiam uma lacuna familiar a tantas outras famílias: onde levar a pequena para algumas horas de diversão segura e estimulante?

 Mais do que ocupar o tempo, Maria Fernanda queria proporcionar à filha o tipo de contentamento que outras gerações sentiram ao brincar de forma criativa e livre. Era nos quintais que as crianças de outros tempos viviam suas maiores aventuras. Inventavam os próprios jogos e transformavam os obstáculos do terreno em desafios: era uma árvore que virava escada, uma superfície que desafiava o equilíbrio, o prazer de mexer na areia.

 Ciente de que o tempo não retrocede, e de que numa cidade cada vez mais verticalizada os quintais quase não mais existem, o casal resolveu criá-lo. Um quintal simbólico capaz de proporcionar interações longe das telas e ampliar os horizontes sociais para além dos círculos da escola e da família.

 Antes de ter tudo formatado, os empreendedores do Novo Quintal se lançaram em pesquisas e aprofundamento do conhecimento sobre o seu público em potencial, formado pela primeira infância.

 Os estudos reforçaram a percepção de que a primeira infância exerce papel decisivo na formação de adultos com maior bem-estar físico, emocional e social.

 Outros integrantes da família também abraçaram a iniciativa. Rejane Selma e Jorge, sogra e cunhado de Maria Fernanda, juntaram-se ao projeto, somando experiência, energia e disposição para transformá-lo em realidade.

 O convite do Shopping Recife para integrar o mix de operações surgiu em 2019. Inicialmente pensado para uma temporada de férias, o Novo Quintal conquistou seu espaço junto ao público e nunca mais saiu.

 Desde então, ocupou diferentes áreas do empreendimento até ganhar endereço definitivo no Parque Gourmet, onde o lúdico e o educativo estão contemplados.

 o Novo Quintal está instalado numa área de quase 300m² no Parque Gourmet, proporcionando um ambiente seguro e construtivo, com brinquedos especialmente desenvolvidos para estimular corpo e mente. Exploração sensorial, musicalização, motricidade, plantio, culinária e muita brincadeira estão nesse cardápio especial que tem como base a alegria de pais e filhos.

 

SUSHI YOSHI

 

O primeiro professor de André Saburó na arte culinária japonesa não foi seu pai Shigeru Matsumoto, criador do Quina do Futuro. A tarefa coube ao tio paterno Masayoshi. O sobrinho passou a ajudá-lo diariamente na lida do seu restaurante, o Sushi Yoshi. Com ele aprendeu a amolar faca, a cortar legumes, a tratar os peixes menores, que exigiam uma coordenação motora fina.

 Apenas quando havia dominado essas tarefas básicas é que Saburó recebeu autorização para ocupar seu lugar como herdeiro e futuro condutor da empresa criada pelo pai.

 A sucessão não lhe concedeu privilégios. Assim como havia empreendido no Sushi Yoshi, no Quina do Futuro o jovem começou como ajudante de garçom, passou para o setor administrativo e só quando já compreendia o funcionamento do negócio como um todo é que foi designado ao balcão para aprender o ofício de sushiman.

 Com o falecimento do patriarca Shigeru Matsumoto, em 2001, Saburó assumiu o leme do Quina do Futuro, restaurante inaugurado em 1986. Quando Masayoshi Matsumoto faleceu, em 2020, Saburó trouxe o Sushi Yoshi para junto de si, assumindo a gestão ao lado da viúva e da filha do tio que havia sido seu primeiro mestre.

 Essa marca, que é também um tributo à saga desses imigrantes japoneses que saíram de Nagasaki e chegaram ao Recife em 1968, aportou no Parque Gourmet do Shopping Recife como um dos restaurantes que terá varanda externa.

 O Sushi Yoshi está no Parque Gourmet – numa área de 265m² – para representar a cozinha tradicional japonesa, incluindo diversas criações autorais registradas no receituário do saudoso Masayoshi. As homenagens se estendem ao salão. Duas luminárias feitas manualmente por Masayoshi pendem do teto; um quimono de seda usado por uma prima da família em seu casamento foi respeitosamente colocado em uma vitrine.

 A ambientação foi concebida para proporcionar aconchego e acolhimento; o uso da madeira na mobília traduz conforto, convidando aos almoços ou jantares em família que são uma tradição importante entre os Matsumoto.

 A arquitetura da cozinha foi pensada para que a equipe consiga trabalhar com mais ergonomia e rapidez. Equipamentos de alta performance tecnológica convivem em harmonia com a artesanalidade e a minúcia da mesa nipônica.

 

TERRA

 

O terceiro elemento do Grupo Arvo recebeu o nome de Terra, uma marca criada especialmente para estrear no Parque Gourmet. Quando abriram o Arvo, em 2019, os sócios Pedro Godoy e Eduardo Freyre não acalentavam, particularmente, a pretensão de expandir, mas o crescimento se deu de forma orgânica.

 Vieram, então, o Voar (2022) e o Terra (2025). O convite feito pelo Shopping Recife para que se juntassem ao mix do Parque Gourmet não encontrou hesitação. Godoy e Freyre estavam de acordo: não havia como declinar.

 Os restaurantes assinados pelo chef Pedro Godoy têm personalidades próprias e independentes, embora seja indiscutível a parentalidade. O cardápio do Arvo revisita clássicos nordestinos a partir de um olhar profundamente autoral. Liberdade criativa sem macular a tradição. Uma tradução contemporânea de receitas e memórias que permanecem em movimento.

  No Voar, Pedro Godoy explora sua vertente mais contemporânea e versátil. Afinal, estamos falando de um profissional que não mediu esforços em busca do conhecimento. Depois da graduação na Faculdade Senac, em 2014, embarcou para a Austrália como forma de se conectar com outras influências.

 O Terra é um somatório das experiências prévias, resultando em um item completamente novo, embora permaneçam evidentes alguns princípios que norteiam a existência das marcas irmãs: a valorização do insumo local, pratos para serem compartilhados, grande apelo visual e ousadia ilimitada. Uma novidade reservada ao Terra é o preparo de assados em brasa, aves, carnes vermelhas ou pescados. O fogo se junta aos outros elementos: ar e terra.

 O Parque Gourmet existe como um cenário que traduz a essência das operações ali instaladas. Marcas e criadores que carregam histórias genuínas de dedicação ao próprio ofício.

 A relação de Pedro Godoy com a gastronomia é exatamente isso. Para Pedro Godoy, um restaurante nunca se resume ao que chega à mesa, abarcando os compromissos que envolvem sustentabilidade e aproveitamento, boa vizinhança e responsabilidade social, de ocupação e geração de empregos.

 O Terra também tem uma varanda externa para chamar de sua, numa área de 445m² para abrigar o repertório criativo desenvolvido por Godoy ao longo de sua trajetória. O almoço executivo é ponto forte, com preços convidativos em pratos irresistíveis e capacidade para receber simultaneamente 130 comensais.

 

TOSCANA FORNERIA

 Foi durante uma viagem pela Toscana que Manuel Fernandes decidiu trazer para o Recife um pouco dos sabores que haviam lhe causado encantamento. Dessa inspiração nasceu a Toscana Trattoria, inaugurada em 2014. Anos depois, a experiência acumulada pela casa daria origem a uma segunda marca, a Toscana Forneria, criada especialmente para integrar o Parque Gourmet do Shopping Recife em 2025.

 A criação da Toscana Forneria para o Parque Gourmet foi vista por Manuel Fernandes como um movimento estratégico e oportuno, pois coincidiu com um momento em que a expansão dos negócios já fazia parte de seus planos. A nova operação ocupa 440 m², atraindo um público diversificado, mas integrado pelo apreço às delícias da cozinha italiana.

 O entusiasmo de Manuel Fernandes também passa pela arquitetura do Parque Gourmet, concebida para integrar fluxo de pessoas, conforto e convivência. A atenção aos detalhes se estende ao cardápio da casa. A busca pela fidedignidade à herança culinária Toscana está visível no molho de tomate de longa cocção, textura rústica e sabor limpo dos ingredientes bem-selecionados, como deve ser.

 O Toscana serve uma das obras-primas da cidade de Florença, que é o Spaghetti al Formaggio, no qual a massa é finalizada no interior do queijo Gran Formaggio, envolvida pelo creme que resulta do seu aquecimento e complementada por um toque de trufas. O preparo evidencia que o luxo da cozinha italiana está na simplicidade. As massas finíssimas, recheadas ou não, curtas ou longas, secas ou frescas são carros-chefes ao lado dos risotos.

 Entre as novidades reservadas exclusivamente ao Parque Gourmet estão os antepastos e as pizzas com massa de fermentação natural servidas no turno da noite. Uma experiência pensada para reunir diferentes gerações ao redor da mesa, como acontece há séculos nas famílias italianas.

 

ZIO

 

A história do Zio começa antes mesmo de sua inauguração. Ela remonta ao Ferreiro Café, marca do Grupo Dias que, em 2001, protagonizou uma das primeiras experiências de restaurante de serviço completo no Shopping Recife. O convite feito pelo Shopping Recife já antecipava uma mudança de comportamento que se consolidaria nos anos seguintes: os restaurantes deixavam de ser apenas um complemento da experiência de compra para se tornarem, eles próprios, destino.

 A área designada, na terceira etapa, precisava de uma operação de gastronomia que gerasse mais tráfego para aquela localização em particular, convenientemente posicionada pelo acesso direto ao edifício-garagem. O Ferreiro Café lançou as bases da operação que, anos depois, daria origem ao Zio. A influência portuguesa era evidente, embora dividisse espaço com referências francesas, italianas e brasileiras.

 A partir de 2023, o Zio passou a ocupar o mesmo ponto reservado ao seu antecessor. A localização privilegiada vinha acompanhada de uma característica singular: sem paredes, delimitado apenas por uma cerca decorativa, o restaurante se apresentava ao público como uma vitrine viva, concebida para despertar curiosidade e desejo.

 A linha culinária do Zio, um compilado de receitas oriundas de algumas regiões da Itália, foi uma escolha bem-pensada. Além de ocupar um lugar especial na preferência dos consumidores de todas as latitudes, a combinação de massa, molho e queijo, além das proteínas, permite uma linha de produção ágil. O Zio representa um retorno ao simples, ao rústico e ao descomplicado.

 Desde 2025 instalado em uma área de 600 m², o Zio praticamente dobra sua capacidade de atendimento, passando a receber cerca de 200 pessoas. Funcionando no ritmo ampliado do Parque Gourmet, acompanha o cliente do almoço ao happy hour e ao jantar. Em qualquer horário, a promessa é a mesma: oferecer conforto em forma de comida.